quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Histórias de Vida (I)


Uma História com Final Feliz

Era uma vez um casal de 18 anos, a Sara e o Miguel, que eram muito apaixonados.
Um dia, depois de vários anos em que tiveram cuidado, esqueceram-se da “precaução” e daí nasceu um bebé, a Bárbara.
Os seus pais não concordavam com a ideia de terem um filho e não se casarem. Então, para fazerem a vontade aos pais, o casal decidiu fazer uma festa simples, pois não tinham dinheiro para coisas ‘luxuosas’. Preparam tudo, até que chegou ao grande dia, que correu muitíssimo bem.
Os meses foram passando e o “patrão” da família começou a ter comportamentos estranhos para com a sua esposa: começou a ficar ciumento e agressivo. Sara, sem saber o que fazer, pediu um conselho à sua mãe. Esta disse que podia ser uma pequena fase, que tudo iria mudar.
A jovem foi para casa pensando no que a mãe lhe tinha dito. Quando lá chegou, encontrou Miguel bêbado com a Bárbara ao colo. Sara correu, tirou a Bárbara das mãos de Miguel e deitou a menina no berço.
Miguel, completamente bêbado, reagiu violentamente e violou a sua esposa. Esta chorava muito e não conseguia libertar-se das mãos do marido. Sara manteve-se calada, porque, se contasse alguma coisa a alguém, o seu marido matava a filha, mas, apesar disso, ela contou à sua mãe, que era a sua melhor amiga e com quem podia contar sempre.
A Bárbara ia crescendo. Cada dia que passava estava maior, até que fez 1 ano. Os pais fizeram uma festa pequena com os seus padrinhos e avós. Esse dia correu muito bem, pois Miguel não se fez mostrar o bêbado que era e Sara pensou que tudo tinha acabado e que iam voltar a ser uma família feliz.
Quando todos se foram embora, a pequena Bárbara adormeceu e Sara e Miguel sentaram-se no sofá a conversar, até que Sara deitou a cabeça sobre as pernas do seu companheiro e acabaram por adormecer ali.
No dia seguinte, Sara acordou muito alegre, pois via a sua vida a andar para a frente, mas andava enjoada e com muito apetite e decidiu ir ao médico. Miguel ficou a tomar conta de Bárbara enquanto Sara aguardava a sua vez de entrar no consultório. Quando a secretária disse que Sara podia entrar, esta levantou-se e entrou no consultório explicando as razões pelas quais se encontrava ali. A resposta do médico foi: “Você está grávida!”. Ouvindo estas palavras, Sara ficou sem reacção e pediu para abortar, porque não tinha possibilidades de criar mais uma criança. O médico disse-lhe que o aborto era ilegal e, com as semanas de gravidez que já tinha, não era possível abortar.
Sara saiu do consultório desanimada e, pelo caminho, contou a Miguel que estava grávida. Este deu-lhe um estalo em plena rua que, por acaso, estava deserta e Bárbara começou a chorar. Miguel deu-lhe também um estalo. Sara tentou implorar, mas foi tarde demais e ambas ficaram com uma nódoa negra no rosto.
Pelo caminho, Miguel ficou num café, e Sara já se preparava em casa para “levar” do marido. Tentou adormecer Bárbara para ela não assistir ao que poderia suceder. Miguel chegou a casa completamente bêbado e começou a atirar tudo para o chão, pegou numa faca e apontou-a para a barriga de Sara. Ela saiu de casa a correr, procurando ajuda, mas não encontrou ninguém. Miguel correu atrás dela e pediu-lhe desculpas, dizendo que isso não voltaria a acontecer. Sara, pensando na sua filha e no bebé que vinha a caminho, aceitou as desculpas.
Sara foi fazendo as ecografias e o médico surpreendeu-a dizendo que ia ter trigémeos. Ela ficou sem reacção, pensando que não iria conseguir criá-los e que o seu marido, quando soubesse, a iria agredir. Tudo estava calmo em casa e Sara contou que iriam ter 3 filhos e ele reagiu de forma normal, dizendo que tudo se iria arranjar.
Passados meses, estava tudo normal, não havia agressões e chegou o dia em que nasceram o Tomás, a Leonor e o Simão. Eram muitos chorões e, durante a noite, ninguém conseguia dormir. Miguel, farto de ouvir os seus filhos a chorar, decidiu sair de casa sem a Sara saber e foi para a rua.
Sara procurou o seu marido pela casa toda e não o encontrou, pensando que ele teria ido dar uma volta.
A noite chegou e Miguel não aparecia. Ficando preocupada, ligou para a sua mãe, pedindo que tomasse conta dos meninos enquanto ela ia dar uma volta à procura do seu esposo.
Foi ao café onde habitualmente ele se encontrava e não estava lá. Foi a casa da sua sogra e ela disse-lhe que não sabia onde ele estava. Sara, desesperada, foi ao parque e viu-o lá deitado no chão a dormir com uma garrafa de vinho a seu lado. Sara, olhando para ele, ficou desiludida e pediu-lhe para voltar para casa. Miguel, ouvindo aquilo, ficou descontrolado deu um estalo na cara de Sara e ela correu para casa desesperadamente.
Quando chegou a casa, estavam os 4 filhos a chorar e a sua mãe sem saber o que fazer. Sara pegou no telefone e ligou para a polícia sem pensar nas consequências, contou o sucedido e a polícia disse para não fazer nada que eles resolveriam tudo.
No dia seguinte, Sara ouviu o telefone a tocar e atendeu. Era a polícia ,dizendo que o seu marido tinha sido detido, porque fora apanhado a assaltar uma loja de bebidas alcoólicas. Sara foi à esquadra e pediu para conversar com o seu marido, mas ele recusou, pois tinha vergonha daquilo que tinha feito.
Sara pediu à sua mãe para a ajudar a tomar conta dos seus filhos, pois não conseguia educá-los a todos.
Passados meses, o seu marido saiu da esquadra e surpreendeu Sara com um ramo de flores pedindo desculpas, dizendo que ia para um centro de tratamento do alcoolismo para acabar com o vício do álcool. Sara aceitou as desculpas, dizendo que, se ele tornasse a bater-lhe, pediria o divórcio e fugiria com os filhos.
Miguel começou com o tratamento e Sara arranjou um emprego e colocou os seus filhos no infantário. Miguel não voltou a beber nem a bater nos filhos e conseguiram juntar dinheiro para fazer o baptizado de todos.
A partir daí, entenderam-se bem e foram uma família feliz!

Daniela Maia, nº12, 8ºA

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Mais leituras :-)




E porque o 5º J gravou a leitura, o 5º C não quis ficar atrás :-)

Parabéns aos "meus" meninos!

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Oh! My Head!



Uma gravaçãozinha "improvisada" de uma leitura em Inglês feita por alunos do 5º J, durante a aula de hoje. Daí, os ruídos de fundo... :-)
Apesar do nervosismo, estiveram muito bem.
Parabéns!

sábado, 3 de janeiro de 2009

"Christmas Tea" - As Fotos



Esta Actividade, dinamizada por professoras de Língua Inglesa do 2º Ciclo, e dirigida aos alunos do 5º Ano, contou com a presença das dez turmas da escola, apesar de quatro delas não terem aulas à 5ª feira de tarde.
Assim, no dia 18 de Dezembro, no espaço da cantina, devidamente decorado para o evento, foi servido aos presentes, um lanche tipicamente britânico, constituído por chá e scones.
Um grupo de alunos do 8º Ano auxiliou as professoras dinamizadoras da Actividade, na tarefa de servir alunos e convidados.
Este ano, e mais do que nunca, o espírito natalício esteve presente através dos “Christmas Carols”, canções alusivas à época festiva interpretadas por alunos das turmas B e C do 9º ano, com a colaboração das respectivas professoras de Língua Inglesa, professora Manuela Monteiro e de Geografia, professora Paula Simões.
O cenário foi executado por Ricardo Moreira, aluno do 8º D, sob orientação do seu professor de Educação Visual, professor Paulo Balreira.
Tal como tem acontecido em anos anteriores, esta Actividade foi bastante apreciada por todos.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Ano Novo!

ANO NOVO

Novos são os anos

verdes nos humanos.

Novos porquê

se tantos são os anos

em que a gente já os vê?

Novo não na idade

nem na novidade

novo na esperança

como se fosse criança

novo no carinho

como se viesse a caminho

muito devagarinho

cauteloso fazer ninho

de palha ou de arminho.

Onde nasça a fantasia

de um ano, esse Novo

de paz e alegria

para esse que chamam povo.

E muitos de mão dadas

não seremos de mais

para arrumarmos as palavras

que nos podem tornar iguais.

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Adeus, 2008!

Memórias indeléveis...

Ano de 2008, que connosco partilhaste
Felicidade, Angústia, Amor e Coragem...
Leva contigo, nesta “noite de passagem”,
Segredos nossos que tão bem guardaste...

E, nos momentos de profunda solidão,
Ao baú das memórias iremos buscar-te...
Recordaremos, então, o que de nós foi parte
E que outros anos jamais apagarão...

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Feliz Ano Novo! Happy New Year! Bonne Année!

Feliz Ano Novo!

Que o Ano Novo
venha cheio
como um ovo,
de alegria
e recheio
de simpatia,
de meninos com pão
e avós sem solidão.
Sem balas nem canhões,
sem doenças mas com balões
para erguer até às estrelas
o sonho adiado
que jaz nos corações
das crianças ao meu lado.
E ao parti-lo
com cuidado
que lá de dentro
saia a esperança
com a forma
de um sorriso de criança.

(Poema da autoria do Prof. António, já publicado no Arrumadores, em 2007. No entanto, pela sua beleza, será um prazer relembrá-lo)

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Pequenos Passos


A partir de um amável comentário feito no "Arrumadores", tivemos o grato prazer de conhecer um outro "espaço", na blogosfera, dedicado às crianças - PEQUENOS PASSOS.
Adorámos o que vimos! Está uma verdadeira ternura! Vale a pena visitá-lo.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Vamos abrir as Prendas de Natal!!!!

(Clica Aqui e diverte-te! Não te esqueces de ligar o som!)

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

La Grande Crèche de Noël

Clica aqui e constrói o teu presépio

Presépio

Componho o Presépio, um mundo em obras:
a tela de estrelas, um lago de prata,
o prado é de musgo. Ao centro dois pobres.
Estão longe de casa. Nasceu-lhes um filho
entre as palhas da lapa. Não sabem ainda,
talvez o não saibam, mas a mãe lhe dará,
descido da cruz, o último colo
de Deus feito Homem, herege de Si.
Só o velam aqui dispersos pastores
e reis descuidados de reino e redil.
Vieram e viram. Nem pórtico gótico,
nem talha de ouro, nem sinal de força
de orgulho ou de glória.
E não se espantaram com a casa de Deus.
E nela deixaram o leite e a mirra.
E não duvidaram de Deus ser assim.
Que o Natal seja frágil. E o ano feliz.

Luísa Malato

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

O NÃO NATAL

O NÃO NATAL

Não é colar
de pedras finas
nem vestido
de cetim
não é consola
de vídeo
nem ramo
de jasmim.
Não é vinho,
não é fartura
nem votos
de ocasião,
é talvez
a melhor altura
para dar
e esconder a mão.
Não é árvore
nem estrela,
talvez
um dia a menos
de alguém
à nossa espera.

domingo, 21 de dezembro de 2008

No meio da Noite...

No meio da noite
havia uma estrela
havia um caminho
e um menino divino
e havia uma gruta
e havia um burrinho
e havia a vaquinha
e havia Maria
e havia José
e havia a pureza
e havia a verdade
e havia a ganância
de quem não queria
um menino nuzinho
entre umas palhinhas
que, por ser tão puro
e tão verdadeiro
fez temer os tiranos
do mundo inteiro
e por isso morreu.
Mas desde esse dia
em que o menino nasceu
a verdade desceu
do cimo da altura
e a vida cresceu.
Ficou o ar puro
de branco lavado
e uma bondade
inocente e tão leve
que até a maldade
às vezes fenece
porque no meio da noite
o menino amanhece
e o Natal acontece.

Isabel Fidalgo

(Poema recolhido aqui)

sábado, 20 de dezembro de 2008

E porque há dias assim...

Hoje sinto uma angústia tal,
Que quero esquecer que é Natal!

Não vou pôr pinheiro à lareira.
Porei, na sala, uma palmeira.

Vou esconder o presepiozinho,
As bolas, luzes e o azevinho...

Cortar dias no calendário,
Tirar páginas do diário.

Não vou enviar os postais
Nem vou querer ler os jornais.

Vou fingir calor de abrasar,
Mesmo que esteja a nevar...

O Natal será, se eu quiser,
Um dia como outro qualquer...

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Quem não "sonha" com o Natal?

Versos de Natal

Espelho, amigo verdadeiro,
Tu reflectias as minhas rugas,
Os meus cabelos brancos,
Os meus olhos míopes e cansados.
Espelho, amigo verdadeiro,
Mestre do realismo exacto e minucioso,
Obrigado, obrigado!

Mas se fosses mágico,
Penetrarias até ao fundo desse homem triste,
Descobririas o menino que sustenta esse homem,
O menino que não quer morrer,
Que não morrerá senão comigo.
O menino que todos os anos na véspera do Natal
Pensa ainda em pôr os seus chinelinhos atrás da porta.

Manuel Bandeira

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Natal em 18 de Dezembro

Há 50 e tal anos, no dia 18 de Dezembro, foi Natal!

NA TAL...

Na tal habitação volto a falar-te
Na tal que já eu próprio não conheço
Na tal que mais que tálamo era berço
Na tal em que de noite nunca é tarde

Na tal de que por fim ninguém se evade
Na tal a que sei bem que não regresso
Na tal que umbilical cabe num verso
Na tal sem universo que a iguale

Na tal habitação te vou falando
Na tal como quem joga às escondidas
Na tal a ver se tu me dizes qual

Na tal de que eu herdei só este canto
Na tal que para sempre está perdida
Na tal em que o natal era Natal

David Mourão-Ferreira

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Em Tempo de Conflitos...

É urgente o amor.
É urgente um barco no mar.

É urgente destruir certas palavras,
ódio, solidão e crueldade,
alguns lamentos,
muitas espadas.

É urgente inventar alegria,
multiplicar os beijos, as searas,
é urgente descobrir rosas e rios
e manhãs claras.

Cai o silêncio nos ombros e a luz
impura, até doer.
É urgente o amor, é urgente
permanecer.

Eugénio de Andrade

domingo, 14 de dezembro de 2008

Eu queria ser Pai Natal

EU QUERIA SER PAI NATAL

Eu queria ser Pai Natal
e ter um carro com renas
para pousar nos telhados
mesmo ao pé das antenas.


Descia com o meu saco
ao longo da chaminé,
carregado de brinquedos
e roupas, pé ante pé.


Em cada casa trocava
um sonho por um presente.
Que profissão mais bonita
fazer a gente contente!

Luísa Ducla Soares


(Ligar o som e clicar)