quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

NA TAL...

Na tal habitação volto a falar-te
Na tal que já eu próprio não conheço
Na tal que mais que tálamo era berço
Na tal em que de noite nunca é tarde

Na tal de que por fim ninguém se evade
Na tal a que sei bem que não regresso
Na tal que umbilical cabe num verso
Na tal sem universo que a iguale

Na tal habitação te vou falando
Na tal como quem joga às escondidas
Na tal a ver se tu me dizes qual

Na tal de que eu herdei só este canto
Na tal que para sempre está perdida
Na tal em que o natal era Natal

David Mourão-Ferreira

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Em Tempo de Conflitos...

É urgente o amor.
É urgente um barco no mar.

É urgente destruir certas palavras,
ódio, solidão e crueldade,
alguns lamentos,
muitas espadas.

É urgente inventar alegria,
multiplicar os beijos, as searas,
é urgente descobrir rosas e rios
e manhãs claras.

Cai o silêncio nos ombros e a luz
impura, até doer.
É urgente o amor, é urgente
permanecer.

Eugénio de Andrade

domingo, 14 de dezembro de 2008

Eu queria ser Pai Natal

EU QUERIA SER PAI NATAL

Eu queria ser Pai Natal
e ter um carro com renas
para pousar nos telhados
mesmo ao pé das antenas.


Descia com o meu saco
ao longo da chaminé,
carregado de brinquedos
e roupas, pé ante pé.


Em cada casa trocava
um sonho por um presente.
Que profissão mais bonita
fazer a gente contente!

Luísa Ducla Soares


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sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Natal de Saudade...

Natal

Natal... Na província neva.
Nos lares aconchegados,
Um sentimento conserva
Os sentimentos passados.

Coração oposto ao mundo,
Como a família é verdade!
Meu pensamento é profundo,
Estou só e sonho saudade.

E como é branca de graça
A paisagem que não sei,
Vista de trás da vidraça
Do lar que nunca terei!

Fernando Pessoa


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quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

A Beleza da Simplicidade...

Duas tábuas...
E era um berço!

Tudo escuro...
E alumiava!

Estaria Deus lá dentro?
Fomos a ver...

E lá estava!

Pedro Homem de Mello


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terça-feira, 9 de dezembro de 2008

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

8 de Dezembro - Dia da Imaculada Conceição

À Virgem Santíssima

Num sonho todo feito de incerteza,
De nocturna e indizível ansiedade
É que eu vi o teu olhar de piedade
E (mais que piedade) de tristeza...

Não era o vulgar brilho da beleza,
Nem o ardor banal da mocidade...
Era outra luz, era outra suavidade,
Que até nem sei se as há na Natureza...

Um místico sofrer... uma ventura
Feita só de perdão, só da ternura
E da paz da nossa hora derradeira...

Ó visão, visão triste e piedosa!
Fita-me assim calada, assim chorosa...
E deixa-me sonhar a vida inteira!

Antero de Quental

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Um Pensamento... um Alento...

Aprendi com a Primavera
a deixar-me cortar
e voltar sempre inteira...

Cecília Meireles

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Reflexão...

Nunca desvalorizes ninguém
Guarda cada pessoa perto do teu coração
Porque um dia podes acordar
E perceber que perdeste um diamante
Enquanto estavas muito ocupado colecionando pedras.

(Autor desconhecido)

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Dia Mundial de Luta contra a SIDA

Portugueses continuam mal informados sobre o virus HIV/Sida

Apesar de todas as campanhas, a sociedade portuguesa continua mal informada sobre a HIV/Sida. A conclusão é de um estudo da Universidade Católica divulgado, este domingo, dia mundial em que se assinala a luta contra a Sida.
A investigação da Universidade Católica refere que para além de não conhecerem os riscos da SIDA, são muitos os portugueses que recusam fazer a despistagem da doença.

Metade dos inquiridos tem vergonha de fazer os testes de diagnóstico à Sida. Em 80 por cento dos entrevistados, a doença é associada ao medo, muitos preferem não ir ao médico por temerem ser confrontados com eventuais resultados positivos.

A Sida é considerada a segunda doença mais problemática, a seguir ao cancro, mas a maioria dos portugueses desconhece quais os principais comportamentos de risco.

Muitos associam as relações sexuais sem preservativo ao risco de contrair a doença, mas apenas 14 por cento referem as relações com vários parceiros, como um comportamento a evitar.

A esmagadora maioria, 93 por cento, considera ainda que os doentes com Sida continuam a ser discriminados. Alguns entendem mesmo, que os seropositivos são o grupo mais discriminado em Portugal.

Já na luta contra a doença, os entrevistados destacam o empenho das áreas ligadas à saúde, investigação e solidariedade social, em sentido contrário a atitude do Estado, dos líderes de opinião, da Igreja e dos empregadores é vista com desconfiança.

O estudo com 603 entrevistados do instituto da Ciências da Saúde, da Universidade Católica, mostra ainda que um em cada três portugueses conhece um doente seropositivo.

Nos últimos 25 anos e de acordo com casos notificados, o virús HIV/Sida já infectou mais de 33 mil portugueses.

(Texto retirado daqui)

sábado, 29 de novembro de 2008

A propósito do conto "No Moinho"


23 de Novembro de 1890


Querido Primo, não entendo o porquê de sua repentina vontade de se ir embora, não percebe o quanto preciso de si? Tenho saudades de suas palavras calorosas que consolam minha alma, do seu olhar, do seu abraço. Ao vê-lo partir minha alma ficou sem motivo para existir! Hoje estou perdida! O sofrimento vem à noite, sem vergonha e só o sono suaviza minha dor. Quero viver do seu olhar, do seu sorriso e esquecer toda a solidão que tenho vivido!
Se Deus me desse a oportunidade de escolher o lugar onde ficar, não hesitaria em responder que o meu lugar é nos braços. Já não suporto este vazio, quero entregar-me, ter-lhe a si e ser chama de sua paixão…
Sinto um enorme desejo de o ter a meu lado, você fez-me pensar na possibilidade de ser feliz tendo por perto quem amamos, por favor, dê um final feliz ao meu anseio, não me deixe viver de ilusões… Não consigo lutar contra esta vontade que me desafia, não tenho mais forças!
Entre meus suspiros, tento explicar o amor que deixou de ser disfarçado, as vezes em que penso em si, as vezes em que imagino nossos beijos, as carícias nos nossos corpos, esperando pelo dia em que voltará!
Agora tenho de ir tratar dos meus doentes e de voltar a minha amargurada rotina.
Me despeço com muito amor e saudade…

Beijos e abraços da sempre sua, Maria da Piedade

Daniela Sofia

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

A Tristeza...

A Tristeza

Nada do que me dizem
Me traz alegria.
Eu só queria ter no mato
Um gosto a framboesa.
Para percorrer entre os canteiros
E esconder a tristeza
E deixemo-nos de coisas
Cuidemos da vida.
Pois, se não o fizermos,
Chega a morte
Ou coisa parecida
E arrasta-nos novos
Sem termos a oportunidade
De dizer:
“Amo-te”
Em vida.

Roseira do Teu Jardim (8ºB)

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Miosótis

As flores Miosótis também são conhecidas como “não te esqueças de mim” ou ”não me esqueças” em várias línguas, non-ti-scordar-di-me, na Itália, forget-me-not na língua inglesa, etc. São várias as histórias e lendas que explicam o seu nome. Conta uma antiga lenda alemã, que o nome está relacionado com a última frase de um cavaleiro que, tentando alcançar uma flor para oferecer á sua companheira, por conta do peso da armadura caiu num rio e afogou-se. Numa outra lenda, conta-se que o nome teria sido atribuído por Adão, ainda no Éden, que ao dar o nome às flores do jardim, esqueceu-se desta e, mais tarde, ao constatar que essa planta havia sido esquecida, deu-lhe então o nome de Miosótis como forma de compensação pelo seu esquecimento. Uma terceira lenda, cristã e popular, conta que as flores dessa planta teriam ficado da cor azul quando a Virgem Maria lhes derramou lágrimas por cima.

(Pesquisa do 6º J, no âmbito do estudo parcial da obra "O Rapaz de Bronze")

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

O Mar e Eu...

O Mar e eu

Zangaste-te comigo, amor,
e uma noite desesperada fugi.
Fui para longe, bem longe,
onde para mim ninguém pudesse
olhar
e fui ver o mar.

Desiludida e triste
olhei-o de lés-a-lés
e ele adivinhando tudo
o que eu sentia
ao pé de mim veio ter,
e de mansinho
beijou-me os pés.

Contei-lhe tudo...
todos os gritos
todos os ais
e o receio que tinha que tu
não voltasses mais,
e tanta coisa triste
eu lhe disse,
que o mar ao ouvir-me sofreu.

Depois, muito baixinho,
chorávamos os dois,
o mar e eu.

Profª Margarida Rita

domingo, 16 de novembro de 2008

16 de Novembro - Dia Nacional do Mar

Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!

Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.

Fernando Pessoa

(Hoje, 16 de Novembro, celebra-se em Portugal o Dia Nacional do Mar. Neste dia, em 1994, entrou em vigor a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (CNUDM) que estabeleceu um novo quadro jurídico para o direito do mar. Ao ratificar a CNUDM, a 14 de Outubro de 1997, Portugal assumiu responsabilidades numa das áreas marítimas mais extensas da Europa, e a maior da União Europeia, com uma dimensão 18 vezes superior ao território nacional.)

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Brisa da Areosa

Na blogosfera nasceu um outro "cantinho escolar". É o "Brisa da Areosa". Pelo que já vimos, promete... Não deixem de o visitar.
O último post "O Cantinho do Artista" revela-nos uma interessante iniciativa, digna de registo e de divulgação.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Eu sou assim...


Chamo-me Inês Paiva Mendonça, como é óbvio, pelo que acabaram de ler! Tenho 11 anos e frequento a turma I do 6º ano da Escola EB23 Professor Napoleão Sousa Marques, na Trofa. Tenho uma irmã com 20 anos. Sou perfeitamente normal: cabelos compridos e castanhos, olhos negros, magra e estatura média.

Sou uma menina feliz! Tenho uma família óptima, tenho amigos, e não me falta nada.
Adoro brincar com a minha prima Teresa, aos fins -de -semana. Também gosto muito de ir de férias par a sítios que não conheço, não é preciso que seja nada de especial, apenas que tenha uma piscina ou uma praia para eu mergulhar.
Gosto de tudo de bom na vida: dançar, cantar, brincar, andar de patins, nadar, roupas bonitas, mas também gosto muito de ler.
Sou muito vaidosa e gosto de imitar a minha mãe, mas sei que a vida não é só isto. Por isso, estudo e empenho-me nos trabalhos para a escola. A minha mãe diz que esse é o meu “trabalho”: só tenho que estudar e respeitar os meus colegas e professores.
Como diz o ditado: “Amor, com amor se paga”. Logo, os meus pais dão-me tudo de bom, em troca, só posso oferecer-lhes as minhas atitudes (bom comportamento) e as minhas notas (bom aproveitamento). Até agora, não me tenho dado mal com isso. Sou organizada, tenho os meus cadernos limpos e com todos os registos, faço sempre os meus trabalhos de casa e tento, sempre, ser correcta.
Sou sonhadora: gostava de aprender música (flauta transversal, piano ou violino), dança, teatro, e participar em concursos de moda.
Se eu fosse uma cor seria azul, cor do meu clube, do mar e do céu…
Se eu fosse um animal seria uma Joaninha: nome da minha irmã, fofinha, pequenina e voadora… para chegar ao céu!
Se eu fosse uma heroína seria a Kim Possible: virar-me-ia do avesso, faria piruetas e até mortais, para vencer os vilões.
Se eu fosse professora seria como a minha mãe. Muito exigente, mas também muito amiga dos alunos: todos querem ir lá a casa.
Se eu fosse uma ave seria um canário: gosto dos animais pequenos e frágeis, com ar doce, só não gostaria de estar presa numa gaiola.

Inês



Introvertida?
Nem pensar!
Extrovertida e
Simpática, aos

Professores tenho respeito
Amiga do meu amigo, eu
Inês
Verdadeira
Ando sempre a cantar.

Mal
Entro em casa
Não paro
De dançar. Sou
Optima
Na escola e
Cumpridora dos meus deveres, para os meus pais
Agradar!