(A Gigi já nos "deixou"... Ficou a sua presença nos nossos corações.)
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Com palavras tenho asas que me levam a voar... Com palavras vou tão longe quanto o sonho me levar...
(A Gigi já nos "deixou"... Ficou a sua presença nos nossos corações.)
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(Licas... uma cadelita abandonada, acolhida por uma professora da nossa escola)
Porque
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Poema do Coração
"Eu queria que o Amor estivesse realmente no coração,
e também a Bondade,
e a Sinceridade,
e tudo, e tudo o mais, tudo estivesse realmente no coração
Então poderia dizer-vos:
"Meus amados irmãos,
falo-vos do coração",
ou então:
"com o coração nas mãos".
Mas o meu coração é como o dos compêndios
Tem duas válvulas ( a tricúspide e a mitral)
e os seus compartimentos (duas aurículas e dois ventrículos).
O sangue a circular contrai-os e distende-os
segundo a obrigação das leis dos movimentos.
Por vezes acontece
ver-se um homem, sem querer, com os lábios apertados
e uma lâmina baça e agreste, que endurece
a luz nos olhos em bisel cortados.
Parece então que o coração estremece.
Mas não.
Sabe-se, e muito bem, com fundamento prático,
que esse vento que sopra e ateia os incêndios,
é coisa do simpático.
Vem tudo nos compêndios.
Então meninos!
Vamos à lição!
Em quantas partes se divide o coração?"
António Gedeão
Entrei no café com um rio na algibeira
SEMENTE...
Quando eu nasci,
Neste Recomeço...
O limpa-palavras
Tempo
(Ligar o som)
EU NÃO SEI QUEM TE PERDEU
Quando veio
Mostrou-me as mãos vazias,
As mãos como os meus dias,
Tão leves e banais.
E pediu-me
Que lhe levasse o medo,
Eu disse-lhe um segredo:
"Não partas nunca mais".
E dançou,
Rodou no chão molhado,
Num beijo apertado
De barco contra o cais.
Uma asa voa
A cada beijo teu,
Esta noite sou
Dono do céu,
Eu não sei quem te perdeu.
Abraçou-me
Como se abraça o tempo,
A vida num momento
Em gestos nunca iguais.
E parou,
Cantou contra o meu peito,
Num beijo imperfeito
Roubado nos umbrais.
E partiu
Sem me dizer o nome,
Levando-me o perfume
De tantas noites mais.
Uma asa voa
A cada beijo teu,
Esta noite sou
Dono do céu,
Eu não sei quem te perdeu.
Pedro Abrunhosa
"... Tinha um rosto tranquilo, sereno, amigo... Para todos, o Professor enviava o seu sorriso acolhedor, paternal. A todos tratava por igual, não fazia distinção entre pobres e ricos. Estou a mentir. Era mais amigo dos pobres... O essencial da minha educação devo-o também ao Professor - aprendi os valores da solidariedade, da camaradagem e da entreajuda... O Professor não confundia autoridade com autoritarismo. Era metódico, rigoroso, sereno e extremamente exigente. Queria que fôssemos os melhores... Autor de diversas obras, ressalta o seu amor pela Língua e pelo conhecimento das tradições genuinamente portuguesas. Foi um dos mais activos e beneméritos promotores do ensino na nossa região..."
José Calheiros (Ex-aluno)