quinta-feira, 25 de junho de 2009

Parece Confuso...


Num túnel sem fim.
num barco à deriva,
num rio deserto,
num mar sem areia
é onde estou!

Parece confuso? A mim também!

Minhas palavras,
para alguns, podem não fazer sentido
mas, para mim, fazem.
Porque eu sei o que escrevo
mesmo parecendo confuso.
Elas são como o vento,
ninguém o vê, mas existe.

Um espelho,
um reflexo,
uma lágrima,
mil palavras...

Parece confuso! A mim também!

Marisa Costa, 8ºB

terça-feira, 23 de junho de 2009

Feliz S. João!

















Estes foram alguns dos poemas elaborados na passada 5ª feira, na Sala de Língua Portuguesa, dinamizada no âmbito das Actividades de Encerramento do Ano Lectivo.
Foram a resposta a um dos desafios, então, lançados: "Poeta por um dia".
O primeiro lugar foi atribuído ao poema da Maria Carlos.
A todos os participantes, os nossos Parabéns!

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Tomada de Posse do nosso Director

Hoje é dia de festa na nossa Escola. O Dr. Paulino Macedo, Presidente do Conselho Executivo, toma posse como futuro Director.
A ele e à sua equipa, desejamos as maiores felicidades neste trajecto que hoje se inicia.

O SONHO

Pelo sonho é que vamos,
Comovidos e mudos.
Chegamos? Não chegamos?
Haja ou não frutos,
Pelo Sonho é que vamos.

Basta a fé no que temos.
Basta a esperança naquilo
Que talvez não teremos.
Basta que a alma demos,
Com a mesma alegria, ao que é do dia-a-dia.

Chegamos? Não chegamos?

-Partimos. Vamos. Somos.

Sebastião da Gama

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Amigos... para sempre...

É o final do ano lectivo que se aproxima... Nunca o final da Amizade que nasceu, cresceu e se enraizou no nosso coração ao longo deste tempo. "Friends will be Friends"...

terça-feira, 9 de junho de 2009

Feliz Aniversário!


À querida professora e colega Lurdes Loureiro, com um beijo recheado de ternura, tão infinita quanto aquela com que, diariamente, nos brinda...


"Há pessoas que nos falam e nem as escutamos...

Há pessoas que nos ferem e nem cicatrizes deixam...

Mas há pessoas que simplesmente aparecem em nossas vidas e nos marcam para sempre."

segunda-feira, 8 de junho de 2009

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Pax Vobis... Uma História de Amor


Era uma vez um Homem Bom... Um Semeador da Paz que “com o seu sorriso de sol – quente, compreensivo, acolhedor; com a sua palavra mansa, com um olhar justo de criança, e com a toda a serenidade e amor” conviveu, durante 50 anos, com crianças que ensinou a ler, a escrever e a contar, deixando em todas elas um rasto de justiça e reconciliação... Amou-as a todas com igual intensidade... Não! Amou mais as desfavorecidas, as afectiva ou economicamente mais carentes... Por isso lhe foi, justamente, atribuído o epíteto de “Professor dos Pobres”.

Esse Homem nasceu, viveu e exerceu o magistério numa aldeiazinha que, pouco a pouco, foi evoluindo, passando a vila e, mais tarde, a cidade. O progresso não trouxe consigo apenas vantagens e, rapidamente, o espaços verdes deram lugar a prédios cinzentos, estradas alcatroadas de negro e ruas sombrias, empedradas de granito e musgo...

As crianças que amava e que, outrora, brincavam, despreocupadamente, nos campos, nas bermas das estradas quase sem trânsito e nos passeios das ruas onde só passavam peões, deixaram de ter um lugar onde brincar...

Então, o Homem Bom que sonhava um mundo de Paz, Alegria e Amor para todas as crianças, sugeriu à autarquia local a construção de um parque infantil, bem no coração do parque da cidadezinha, junto à capelinha da padroeira que, do seu altar, protegeria aqueles seres indefesos.

O Homem sonhou e o sonho realizou-se.

O parque infantil nasceu. Lindo, amplo, pintado com cores alegres, em sintonia com os sorrisos dos petizes que lá brincavam.


Nos dias quentes de Verão, os braços dos frondosos plátanos e das perfumadas tílias, impedindo a entrada dos abrasadores raios de sol, transformavam aquele cantinho num pedacinho de céu.

E o seu Mágico Sonhador, quase diariamente, sentava-se num banco do jardim, a admirar o seu sonho. E sorria. Sorria com uma felicidade tanta que parecia uma criança também!

Pensando, talvez, na sua futura e inevitável ausência, quis perpetuar a sua presença espiritual e deixar, naquele local, um testemunho do seu maior desejo - que aquelas crianças vivessem em Paz para sempre...

Nova sugestão às autarquias locais, desta vez, ignorada... Tristeza profunda. Desânimo...

Mas, como Homem lutador que era, apesar de não ter posses económicas que lhe permitissem custear um “monumento”, correu hortos e estatuários e encontrou, finalmente, a estatuazinha que idealizara: duas crianças abraçadas, em gesto fraternal, sentadas, despreocupadamente, num banquinho de jardim.

Com a devida permissão das autoridade locais, colocou, na relva, junto ao parque infantil, o ternurento “monumentozinho”, materialmente pobre mas de uma riqueza simbólica incalculável. A seu lado, uma pequena rocha onde mandou cravar, em letras de bronze, a inscrição “Pax Vobis”...


Crianças que brincais no parquezinho infantil, brincai em Paz... porque o Homem Bom está no Céu, a olhar-vos, a sorrir-vos e a velar, carinhosamente, por vós...

(No Dia Mundial da Criança, uma singela homenagem ao patrono da nossa escola que dedicou às crianças um amor infinito...)


Profª Maria João Marques

domingo, 31 de maio de 2009

Miminhos...


E para aliviar o "stress", nada melhor do que um "miminho"... Neste caso, dois... dois selinhos lindos que o ternurento "Pequenos Passos" nos dedicou.
À Luz e aos seus meninos, um beijinho de gratidão.

domingo, 24 de maio de 2009

A propósito da Diferença...


Não há, não,
duas folhas iguais em toda a criação.

Ou nervura a menos, ou célula a mais,
não há, de certeza, duas folhas iguais.

Limbo todas têm,
que é próprio das folhas;
pecíolo algumas;
baínha nem todas.
Umas são fendidas,
crenadas, lobadas,
inteiras, partidas,
singelas, dobradas.

Outras acerosas,
redondas, agudas,
macias, viscosas,
fibrosas, carnudas.

Nas formas presentes,
nos actos distantes,
mesmo semelhantes
são sempre diferentes.

Umas vão e caem no charco cinzento,
e lançam apelos nas ondas que fazem;
outras vão e jazem
sem mais movimento.

Mas outras não jazem,
nem caem, nem gritam,
apenas volitam
nas dobras do vento.

É dessas que eu sou.

António Gedeão

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Ele é como nós...

Ao colega João Paulo, professor de alunos com necessidades educativas especiais, com um grande abraço de Amizade.

SINTO UM NÓ

Hoje pouco consigo escrever.
Hoje não sou capaz de pensar.
O nó que aqui sinto
Nada me deixa fazer.
Sinto um nó!
Um nó que pouco me deixa respirar,
Um nó que custa a desamarrar...
Hoje sinto um nó!
Um nó daqueles que me obriga
A reflectir e gritar bem alto:
- Quantas vezes somos injustos!
Quantos momentos passaram por nós
Como angústias, como pesadelos
Que poderiam transformar-se
Num outro “estádio”
Do nosso crescimento?
Sinto um nó!
Não sei onde...
Na garganta? No corpo? No cérebro?
Ou na minha mente?
Não sei onde...
Sinto um nó!
Podemos dar tanto aos outros!
Podemos denunciar injustiças...
Devemos reivindicar estratégias,
Mesmo, às vezes, sabendo
Que lutamos contra a maré!
Talvez um dia,
Os ventos soprem connosco
Com tanta, tanta força,
Que o nó que eu sinto,
Se transforme numa corda
Um “continuum” sem limites...
Aí sim!
Iremos, então, sentir
Que todos somos diferentes
E que os ventos e as águas
Pintarão um quadro tão belo,
Que os chamados “diferentes”
Serão iguais quanto nós!
Aí sim!
Gritarei pelas Leis, pelos colegas,
Pelos pais, pelos médicos,
Por toda a gente!
E hei-de escrever, escrever sem parar,
Até ver, com os meus olhos,
O sorriso de felicidade
Estampado no rosto
Dos chamados “deficientes”.
Aí sim!
Continuarei a lutar com eles,
Para eles e para todos nós,
Mas sem gritos!
Sem nó!
Simplesmente com a serenidade
Que o respeito pelo outro me merece.
Porque...
“Ele é como nós”!


(Poema da autoria de Lurdes de Almeida, colega de profissão que não tive o prazer de conhecer pessoalmente. Esta sua belíssima mensagem poética serviu de motivação para uma Acção de Formação que frequentei há uma meia dúzia de anos - "Escola Inclusiva - Ventos de Mudança)

Profª Maria João Marques

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Há manhãs assim... :-)

O Sono

O sono que desce sobre mim,
O sono mental que desce fisicamente sobre mim,
O sono universal que desce individualmente sobre mim —
Esse sono
Parecerá aos outros o sono de dormir,
O sono da vontade de dormir,
O sono de ser sono.

Mas é mais, mais de dentro, mais de cima:
É o sono da soma de todas as desilusões,
É o sono da síntese de todas as desesperanças,
É o sono de haver mundo comigo lá dentro
Sem que eu houvesse contribuído em nada para isso.

(...)

Meu Deus, tanto sono!...

Álvaro de Campos

domingo, 17 de maio de 2009

Se eu fosse pintor...

SE EU FOSSE PINTOR

Se eu fosse pintor,
Com a mais bela cor,
Pintaria uma casa…
Um jardim e um lago.
Uma sebe de roseira
Coberta de flor,
Um grande quintal,
Um baloiço de madeira
E uma cerejeira…
Uma menina loira,
De cabelos compridos,
Franzina mas bela…
Pai e Mãe embevecidos…
E a doce Tia,
Ao fim do dia,
Brincando com ela.

Se eu fosse pintor,
Ao ver tanto amor
Pintado na tela,
Atentaria nela
E, vendo a esperança,
Brilhando nos olhos
Daquela criança,
A todos daria Vida.
E aquela petiz,
Hoje mulher,
Por uma magia qualquer
Voltaria feliz
P’ra dentro do quadro,
De volta ao passado…

Pintora de Palavras

Se eu fosse pintor...

SE EU FOSSE PINTOR

Se eu fosse pintor
pintava com uma flor
da mais linda cor
as letras do amor.
A óleo ou aguarela
a palavra mais bela
para pôr na lapela
e passear com ela.
Se eu fosse pintor
pintava com suor
de paixão e ardor
um corpo sedutor.
A lápis ou a carvão
com o pé ou com a mão
em forma de coração
eu pintava uma ilusão.
Se eu fosse pintor
tu eras a minha cor
que eu já conheço de cor.

"Pintor de Ilusões"

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Se eu fosse pintor...

Se eu fosse pintor…

Em bela paisagem
Traçava um caminho
Com brisas ligeiras
Cantando baixinho

Em frente, o horizonte
E a ondular o mar
Um céu muito azul
E um sol a brilhar.

Se eu fosse pintor
Os traços da vida
Fazia-os suaves
Com tinta colorida…

Mas pensando bem …

As linhas mais certas
São arte do tempo
Que a cada momento
Na concha da alma
As cores vai vertendo.

Bucólica Stressada (profª)

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Se eu fosse pintor....

(Painel executado pelos alunos da Turma 5º B, no âmbito da Actividade "Festival da Cor")


Se eu fosse pintora pintava o Universo.
Planetas com vermelho, azul, verde e branco…
Com anéis e sem anéis…
Sem me esquecer do Sol, da Lua e das belas estrelas!

Carla Sousa, nº 5, 5ºJ


Se eu fosse pintor pintava o Mundo…
Pintava peixes, carros, cidades e países.
Se eu fosse pintor pintava tudo em meu redor!

Pedro Macedo, nº 18, 5º J

terça-feira, 12 de maio de 2009

Se eu fosse pintor...


Se eu fosse pintor pintava o mar de um azul púrpura, as aves num tom de cinzento, a areia num tom de amarelo-torrado claro e um ou dois peixes a saltar.
Depois pintava dunas verdejantes altas e imponente desenhava um sol brilhante com um tom de laranja amarelado que punha o mar dourado.
No céu umas nuvens brancas desenhava e um anjo branco sentado no seu banco.

Texto e desenho da autoria do Vasco (5º J)

domingo, 10 de maio de 2009

Biblioteca Digital

Cliquem aqui e entrem na Biblioteca Digital. Descubram histórias lindas. Algumas podem até ser ouvidas... basta que cliquem em "LER + GIRO".

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Ainda o Amor...

Por...

Por todos os beijos que te não dei
por todas as carícias adiadas
eu quero um dia destes encontrar-te
e perder-me em tuas artes consumadas.

Por todos os dias que te não vi
por todas as horas que te esperei
eu quero um dia destes abraçar-te
e dizer-te que assim eu nunca amei.

Por todas as noites vigilantes
por todas as manhãs adormecidas
eu quero um dia destes possuir-te
na aurora destas ânsias incontidas.

Por todas as jóias que me tens dado
ao longo desta viagem inacabada
eu quero um dia destes apear-me
e dizer-te que és só tu a minha amada.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Ama-me pelo que sou...

Ama-me pelo que sou
Eu não sou rapariga que vês nas revistas
Perfeita pele e perfeito corpo
Nunca serei ninguém, senão eu
Eu consigo sentir as expectativas
Para não sentir nenhuma fantasia
Eu serei o que sou e é do que tu precisas
Ama-me pelo que sou

Eu nunca mudarei nada dentro de mim
Faz-me ser o que queres que eu seja
Faz-me ser algo, alguém
Eu sou feita de imperfeições
E fui eu que criei essa imagem
Ama-me pelo que vês dentro de mim
Ama-me pelo que sou

Ama-me pelo que sou
Mas nunca serei a pessoa que desejavas que fosse
O que tens é o que vês
Nunca poderei ser a mesma que sou

Eu nunca fiz nada para te mudar
Nunca fiz nada para mudar quem és
Tudo o que fiz foi dar-te o meu amor
Eu amo-te por seres tu!

Por isso, ama-me por ser eu…

Ama-me pelo que sou
Não por outra pessoa que não posso ser
O que vês é o que tens
Não poderei ser a mesma pessoa com quem sonhas

Ama-me pelo que sou
Mas não me ames pelo que tento ser…

Carina, 8ºB, nº4